Como comentei anteiormente, passo por um período de hibernação.
In this sense, esse blog deixa de fazer sentido e entra, a partir de hoje, também em hibernação.
Talvez entre em coma irreversível e não volte mais. Só o tempo dirá.
Mas isso não quer dizer que eu desisti da blogosfera. Mas estou longe de ser - e nem pretendo ser - uma blogueira.
Tchau e obrigada pelos peixes!
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
domingo, 4 de janeiro de 2009
Pela margem.
Me perdi. Pelo meio do caminho. Ou foi porque teimei em sair dele?
Quando me achar novamente (ou me acharem, se for o caso), eu aviso e conto como foi.
Até lá, tente viver de ilusões, antes que o carnaval chegue e mostre que o mundo foi pintado de aquarela barata.
A todos, uma boa hibernação.
Quando me achar novamente (ou me acharem, se for o caso), eu aviso e conto como foi.
Até lá, tente viver de ilusões, antes que o carnaval chegue e mostre que o mundo foi pintado de aquarela barata.
A todos, uma boa hibernação.
domingo, 23 de novembro de 2008
Sol de inverno.
Não tenho tempo, apesar de gastá-lo de maneira despreocupada.
A falta de luz me faz sentir fraca, sem energia ou inspirações.
Após um tempo, ficou difícil continuar me enganando.
O alcóolismo intrínsico, a nerdice implícita.
O cabelo loiro, macio, brilhante.
Olhos de um azul pálido.
O sorriso sem riso.
Me apaixonei.
De verdade?
Não sei.
Mas o desejo.
As folhas caíram.
Já há neve no pátio.
Começo a me retomar.
Mas ainda há um pouco de fé.
Ainda que iluminada com parca luz.
Será que eu sou apenas alguém do passado?
A falta de luz me faz sentir fraca, sem energia ou inspirações.
Após um tempo, ficou difícil continuar me enganando.
O alcóolismo intrínsico, a nerdice implícita.
O cabelo loiro, macio, brilhante.
Olhos de um azul pálido.
O sorriso sem riso.
Me apaixonei.
De verdade?
Não sei.
Mas o desejo.
As folhas caíram.
Já há neve no pátio.
Começo a me retomar.
Mas ainda há um pouco de fé.
Ainda que iluminada com parca luz.
Será que eu sou apenas alguém do passado?
Versos:
concha,
Denmark,
frustrações,
olhos negros
sábado, 1 de novembro de 2008
Fé
Não sei porquê aquele lugar mexe comigo. Só sei que mexe.
Vai contra tudo que eu sempre (ou quase sempre) sustentei. Há quanto tempo não acredito? Acho que nunca acreditei, mas só fui perceber isso quando me colocaram na linha de tiro, e vi que não havia nenhum muro para me apoiar. Os muros já foram derrubados. Os poucos que restam são alvos que ódio e desesperança.
Talvez seja por isso. Nunca tive algo no qual eu pudesse me agarrar. Nunca me senti confortável. Lugares lotados. Multidões em um coro silencioso. Toda a hipocrisia resumida em dois milênios e duas mil páginas.
Mas naquele lugar isso tudo não importava. Todo o ódio e remorso que eu sentia por aqueles símbolos, signos, ícones, representações, ilusões... nada daquilo era relevante. Pois havia algo mais. Algo que nunca senti em nenhum outro lugar. Talvez seja o que algumas pessoas chamam de sagrado. Eu prefiro não nomear.
Pode ter sido a fumaça, as gravuras desbotadas, as palavras e letras já mortas... mas eu senti que eu pertencia àquele lugar - algo muito raro de ocorrer.
Acendi uma vela. Sem pensar, lembrei de uma pessoa e pedi por ela.
Hoje sonhei com ela, e com a mesma vela que há tempos eu havia acendido.
Ela falou sobre fé. Não com palavras, visto que é muda quando se trata de pronunciar a verdade. Mas com seus olhos sempre descrentes, iluminados pela chama.
Vai contra tudo que eu sempre (ou quase sempre) sustentei. Há quanto tempo não acredito? Acho que nunca acreditei, mas só fui perceber isso quando me colocaram na linha de tiro, e vi que não havia nenhum muro para me apoiar. Os muros já foram derrubados. Os poucos que restam são alvos que ódio e desesperança.
Talvez seja por isso. Nunca tive algo no qual eu pudesse me agarrar. Nunca me senti confortável. Lugares lotados. Multidões em um coro silencioso. Toda a hipocrisia resumida em dois milênios e duas mil páginas.
Mas naquele lugar isso tudo não importava. Todo o ódio e remorso que eu sentia por aqueles símbolos, signos, ícones, representações, ilusões... nada daquilo era relevante. Pois havia algo mais. Algo que nunca senti em nenhum outro lugar. Talvez seja o que algumas pessoas chamam de sagrado. Eu prefiro não nomear.
Pode ter sido a fumaça, as gravuras desbotadas, as palavras e letras já mortas... mas eu senti que eu pertencia àquele lugar - algo muito raro de ocorrer.
Acendi uma vela. Sem pensar, lembrei de uma pessoa e pedi por ela.
Hoje sonhei com ela, e com a mesma vela que há tempos eu havia acendido.
Ela falou sobre fé. Não com palavras, visto que é muda quando se trata de pronunciar a verdade. Mas com seus olhos sempre descrentes, iluminados pela chama.
domingo, 26 de outubro de 2008
Cabin Trip - um fim de semana entre as estrelas e as decepções.
Mesmo com toda a fama,
Com toda a brahma
Com toda a cama,
Com toda a lama
A gente vai levando,
A gente vai levando,
A gente vai levando
A gente vai levando essa chama
Mesmo com todo o emblema,
Todo o problema
Todo o sistema,
Todo Ipanema
A gente vai levando,
A gente vai levando,
A gente vai levando
A gente vai levando essa gema
Mesmo com o nada feito,
Com a sala escura
Com um nó no peito,
Com a cara dura
Não tem mais jeito,
A gente não tem cura
Mesmo com o todavia,
Com todo dia
Com todo ia,
Todo não ia
A gente vai levando,
A gente vai levando,
A gente vai levando
A gente vai levando essa guia
Mesmo com todo rock,
Com todo pop
Com todo estoque,
Com todo Ibope
A gente vai levando,
A gente vai levando,
A gente vai levando
A gente vai levando esse toque
Mesmo com toda sanha,
Toda façanha
Toda picanha,
Toda campanha
A gente vai levando,
A gente vai levando,
A gente vai levando
A gente vai levando essa manha
Mesmo com toda estima,
Com toda esgrima
Com todo clima,
Com tudo em cima
A gente vai levando,
A gente vai levando,
A gente vai levando
A gente vai levando essa rima
Mesmo com toda cédula,
Com toda célula
Com toda súmula,
Com toda sílaba
A gente vai levando,
A gente vai tocando,
A gente vai tomando
A gente vai dourando essa pílula.
Com toda a brahma
Com toda a cama,
Com toda a lama
A gente vai levando,
A gente vai levando,
A gente vai levando
A gente vai levando essa chama
Mesmo com todo o emblema,
Todo o problema
Todo o sistema,
Todo Ipanema
A gente vai levando,
A gente vai levando,
A gente vai levando
A gente vai levando essa gema
Mesmo com o nada feito,
Com a sala escura
Com um nó no peito,
Com a cara dura
Não tem mais jeito,
A gente não tem cura
Mesmo com o todavia,
Com todo dia
Com todo ia,
Todo não ia
A gente vai levando,
A gente vai levando,
A gente vai levando
A gente vai levando essa guia
Mesmo com todo rock,
Com todo pop
Com todo estoque,
Com todo Ibope
A gente vai levando,
A gente vai levando,
A gente vai levando
A gente vai levando esse toque
Mesmo com toda sanha,
Toda façanha
Toda picanha,
Toda campanha
A gente vai levando,
A gente vai levando,
A gente vai levando
A gente vai levando essa manha
Mesmo com toda estima,
Com toda esgrima
Com todo clima,
Com tudo em cima
A gente vai levando,
A gente vai levando,
A gente vai levando
A gente vai levando essa rima
Mesmo com toda cédula,
Com toda célula
Com toda súmula,
Com toda sílaba
A gente vai levando,
A gente vai tocando,
A gente vai tomando
A gente vai dourando essa pílula.
Versos:
amores perdidos,
Clark Gable,
Denmark,
filmes,
frustrações,
intimices
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
Voltas
Voltei.
Mas queria ficar.
Vou.
Mas querendo não ir.
Estou.
Mas não sei em que direção virar.
Fui.
Mas acabei me perdendo no meio do caminho.
Dando voltas e voltas, vi teu reflexo nas vitrines, ouvi tua voz nas esquinas.
Desejando não mais ouvir-te nem ver-te.
Mas o mundo já deu meia volta.
Fui.
Estou.
Vou.
Voltei.
Mas continuo a dar voltas em mim mesma.
Mas queria ficar.
Vou.
Mas querendo não ir.
Estou.
Mas não sei em que direção virar.
Fui.
Mas acabei me perdendo no meio do caminho.
Dando voltas e voltas, vi teu reflexo nas vitrines, ouvi tua voz nas esquinas.
Desejando não mais ouvir-te nem ver-te.
Mas o mundo já deu meia volta.
Fui.
Estou.
Vou.
Voltei.
Mas continuo a dar voltas em mim mesma.
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
O Vietnamita de Viena
Me apaixonei. Não sei se de verdade. Mas o fato é que ele me conquistou com seu jeito tímido, seu sorriso sem riso, seus olhos quando fecham, seu jeito doce e desajeitado, as roupas um tanto largas, o cabelo tão macio e bagunçado, seu abraço carinhoso e seu beijo taciturno; pelo fato de ele estar bêbado 90% do tempo em que o vejo - e nesse tempo, ele fala o que lhe vem na cabeça de maneira tão lacônica, despreocupada e doce, mesmo que seja para falar a verdade crua (mas não cruel) de que não temos nada, e que aquilo foi só um beijo de duas pessoas felizes numa festa -; da maneira como ele ficou enciumado quando me viu com outro cara; como aproxima seu rosto perigosamente do meu quando conversamos/discutimos - nossos narizes chegam a se encostar e eu consigo por vezes sentir o gosto dele novamente -; e claro a maneira como ele brinca comigo, rouba meu gorro, me faz correr atrás dele, brava, porém encantada e feliz por fazer as outras garotas me olharem com ódio e inveja - pois ele é meu mais grandioso troféu! E fazia tanto tempo que eu não sentia ciúmes de alguém... ele está sempre rodeado de pessoas: é alegre e engraçado, cheio de amigos e meninas que grudam nele. E ele não liga... parece uma criança que se diverte com tudo ao seu redor. Eu sei o quão cliché é falar que ele é especial e diferente de todos os outros que eu já conheci, mas de certa forma é verdade. Se ele pode ser considerado um cafajeste - o que eu não acho que seja o caso -, o é de forma romântica e descomprometida. De alguma forma ele também tem um ar de nerd... da mesma maneira que é um alcoólatra incurável, ele é também um nerd incurável. Poucos por aqui sabem, mas por trás de toda essa boemia, há um rato de biblioteca, que leva a sério seus estudos. E de uma certa maneira, ele me parece um músico, ou poeta romântico e auto-destrutivo, que vive a vida sem se importar com o amanhã e o ontem. O que realmente importa, é ter um copo na mão e um motivo para ter um sorriso nos lábios.
Versos:
amores perdidos,
falsos inícios,
ficções,
intimices
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