quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Woody Allen was right...


... some of us just need the eggs...

...but I guess I just keep breaking them...



Alvy Singer: [narrating] After that it got pretty late, and we both had to go, but it was great seeing Annie again. I... I realized what a terrific person she was, and... and how much fun it was just knowing her; and I... I, I thought of that old joke, y'know, the, this... this guy goes to a psychiatrist and says, "Doc, uh, my brother's crazy; he thinks he's a chicken." And, uh, the doctor says, "Well, why don't you turn him in?" The guy says, "I would, but I need the eggs." Well, I guess that's pretty much now how I feel about relationships; y'know, they're totally irrational, and crazy, and absurd, and... but, uh, I guess we keep goin' through it because, uh, most of us... need the eggs.

domingo, 23 de dezembro de 2007

Primavera se foi...

Estranho. Pela primeira vez na vida várias de minhas músicas favoritas se encaixam perfeitamente como trilha sonora da minha vida (dessa semana). The Magic Numbers, Elis, Libertines, Cazuza, além de várias do Los Hermanos...

Mas pra fazer um samba com beleza,
É preciso um bocado de tristeza,
É preciso um bocado de tristeza,
Senão não se faz um samba, não...

É nesses momentos a gente descobre o quanto a música pode ser um refúgio, ou um incentivo às lágrimas e risos descontrolados.

Olha que amor, Luciana
É como a flor, Luciana
Olhos que vivem sorrindo
Riso tão lindo
Canção de paz

Olha que o amor, Luciana
É como a flor que não dura demais
Embriagador
Mas também traz muita dor, Luciana
(Vinicius de Moraes e Tom Jobim)

PS: Aqueles que queiram se associar ao MANON - Movimento Anti-Natalino dos Ovelhas Negras - favor entrar em contato. O primeiro encontro será realizado em local ainda a definir - algum lugar com muita música e álcool (dois dos pilares de nosso movimento).

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

O Grito Primal



Desde março criei esse blog. Mas só agora consigo escrever. Falta de tempo, falta de coragem, falta de palavras... muitas desculpas... nada mais normal, vindas da minha pessoa.

Nem sei por que escrevo, e para quem escrevo nesse exato momento... isso é ao mesmo tempo estranho, assustador e estimulante... escrever para pessoas que nunca me viram, que nada sabem sobre mim. Quem garante que eu não sou apenas uma grande mentirosa vomitando asneiras? Eu mesma não garanto...

Mas acho que todos precisam de um espaço para expor suas idéias... um amigo, um diário, um terapeuta, um bêbado, um blog. Posso dizer que não me retive apenas à última escolha... Mas a minha bagunça metodicamente (des)organizada me impede de guardar pensamentos... nunca me lembro o que falei, com quem falei, onde falei... papéis espalhados pelas gavetas, anotações nos rodapés de cadernos, idéias perdidas entre as buzinas paulistas. Não dava mais.

Estipulei que depois do 3º pedido de criação de um blog, eu o faria... isso foi a nove meses atrás... não digo que foi uma gestação muito tranqüila - nunca o é, e quem assim o diz, mente - mas finalmente veio à presença de tantos outros milhões nesse mundo.

E seu primeiro som foi um grito. Um grito que libertou tudo que estava guardado durante aqueles 9 meses, durante todos esse anos. Ensurdeceu quem não pôde entender, encantou quem também já havia passado por aquilo, irritou o vizinho reclamão.